O julgamento humano

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​Quando uma pessoa está no fundo do poço, tudo o que ela precisa é de conforto para que possa conservar a esperança, a fé, a vontade de viver. Mas nossa tendência natural não é confortá-la, e sim julgá-la. Se o problema é um filho drogado, não hesitamos em concluir: “não souberam educá-lo quando criança”, “os pais estão colhendo o que semearam”.

​Temos dificuldade para ajudar pessoas que passam por um problema, isso quando não procuramos delas isolar-nos. Mas “descobrimos” facilmente as causas de todas as desgraças alheias como acidentes, morte na família ou doenças.

​Em seu livro A Bíblia que Jesus Lia(Editora Vida, São Paulo, 2000, p. 45), o escritor americano Philip Yancey relata que, em sua carreira de jornalista, fora designado para entrevistar doentes terminais em um hospital. O tema da matéria girava em torno do sofrimento humano. Depois de ouvir inúmeros pacientes, o perspicaz jornalista descobriu que o sofrimento mais intenso suportado por eles não vinha da doença, mas das palavras dos religiosos que os visitavam.

​Padres, pastores, rabinos, senhoras de grupos de oração, todos, sem exceção, infligiam-lhes culpa pelos infortúnios de que padeciam, ao invés de confortá-los. “É a mão de Deus contra você, pois você foi rebelde ao Seu plano”. “É o diabo que está furioso para te derrubar”. “É algum encosto”. “É Deus querendo provar a tua fé, como fez com Jó”. “Você deve pedir perdão pelos pecados cometidos”. “Deves liberar perdão a uma pessoa magoada contigo”. “Como estás com os dízimos da igreja?”

​Além de soar como uma pesada acusação àqueles fragilizados sofredores, tais expressões representavam um poderoso veneno a destruir o restinho de esperança que cada um deles lutava para conservar.

​Foi assim também com Jó, quando esteve no fundo do poço. A única “ajuda” recebida de seus amigos foi o julgamento. Houve quem concluiu que o sofrimento de Jó se devia a pecados escondidos, e até quem julgou Deus injusto por fazer o amigo passar por tudo aquilo. Mesmo a esposa do Patriarca, ao invés de manter-se fiel ao juramento de amparar o companheiro no sofrimento, julgando não haver saída, tentou convencer o esposo de que a vida daquele jeito não valia a pena: “Amaldiçoa a Deus e morre” (Jó 2.9).

​É duro, mas temos que entender a vida de forma prática. E isso inclui aceitar que o ser humano é mesmo assim, sem compaixão pelo próximo. Quando estamos no fundo do poço, restam-nos pouquíssimos amigos. E mesmo esses não hesitam em desejar nossa morte quando o sofrimento é demais.

​Daí a importância da fé em Deus, que leva à esperança. Foi essa fé que conservou em Jó a vontade de viver mesmo depois de ter perdido o patrimônio, a família, a saúde e o apoio dos amigos. Que o fez suportar a injustiça de ter sido julgado pecador pelos amigos, que sabiam da sua retidão. Que o manteve forte o bastante para continuar esperando em Deus mesmo depois que a esposa deixou de ser a companheira de todas as horas. 

Sim, a fé em Deus torna o homem poderoso, imbatível. E permite realizar coisas impossíveis, vencer barreiras invencíveis. O incrédulo vê aquele que tem fé como pouco racional. Tacha-o de louco, até. Penso o contrário. Por contar sempre com a ajuda de Deus, quem tem fé realiza seus projetos com mais segurança. Por se sentir eterno como Deus, acredita no futuro e coloca esperança e sonho em tudo o que faz. E não se importa se alguém o julga culpado, inocente, louco ou ingênuo.

Por Nilton Kasctin dos Santos, professor e promotor de justiça

LATERAL 01 – PADARIA DON VICTOR
LATERAL 01 — FARMÁCIA AOSANI
LATERAL 1 – JOLINE BARONI
Lateral – HORÁRIOS DE ÔNIBUS
LATERAL 02- FARMED FARMACIA
LATERAL 02 – DELICIAS
LATERAL 03 – MESTRE CUCA CREMOLATTO
LATERAL 03 – HÓRUS
LATERAL 03 – SÃO LUCAS
Lateral 03 – PET GIRASSOL

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